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sexta-feira, julho 01, 2011


Escrevendo

Preciso escrever, mas não sei o quê; parece que vou enlouquecer - alguém já se sentiu assim? Escuto canções que traduzem outros tempos, já não faz sentido, então por quê? Sinto que me perdi um pouco ao longo do tempo, os meus pensamentos agora são só meus, como se fosse um crime dividi-los. Falta sono nessa madrugada e sinto no peito a Baianidade gritando; essa saudade sem fim do meu melhor lugar. Não sei se sinto falta do lugar, ou da minha infância pé na areia, mar azul, sem compromissos, sem contas, sem responsabilidades. A verdade é que aquele mar azul sempre foi minha rota de fuga, uma espécie de espinafre do Popeye que me fortalecia; meu bálsamo de cura.

Foi no mar que perdi o medo, que nadei até as pedras, longe da beira, dos limites de segurança. Só eu entendo como isso me faz bem, como aquele lugar é importante, vital. 5 anos e eu não estou mais aguentando; Fecho os olhos e vejo nitidamente meu melhor lugar, lembro a brisa em meus cabelos; a areia úmida, a água vindo nos pés;

Acho que tô precisando de férias!!!
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segunda-feira, março 09, 2009


Deu vontade de chorar!

Confesso que hoje eu não vinha aqui. Ando muito sem o que falar, minha vida tá uma agitação danada com curso, estágio, blogs e eu. Reconheço que ando preguiçosa em relação ao blog, hoje que consegui visitar os blogs de cada dia - perdoem a falta de visita :)

Agora já de partida pro quarto, pois Morfeu me chama para seus braços, olhei o Orkut e para minha surpresa encontrei um depoimento muito lindo que fez meus olhos encherem de lágrimas. A saudade de tempos bons bateu bem lá no fundo do coração; resgatei todos os momentos em que naquele lugar fui feliz. Aquele departamento odontológico que era uma família e apesar de muitas de nós termos seguido caminhos tão diferentes, ainda somos. Aquele mesmo sentimento permanece. Elas me acompanham por onde vou, meu quarto é cheio das muitas fotos que tiramos nas inúmeras festas de aniversário que comemoramos. E ainda tem uma foto, a mais especial de todas, onde sinto-me beijada por 5 mocinhas cariocas que me amam também.

Ah, é muita saudade mesmo. Lá eu aprendi muito, fui agraciada por Papai do céu por ter conhecido pessoas tão bacanas. Cultivei lá um hábito de deixar recadinhos. E a caixa de luvas era enfeitada com eles. Multi-coloridos, cheio de palavrinhas do fundo do meu coração. Com elas eu dividi minha vida, comemorei, dancei, ri demais, chorei também, com elas eu bebi pela primeira vez na minha vida, o tal do pró-seco; dormi fora de casa pela primeira vez também, isso foi uma conquista muito importante! E com elas eu conheci um Rio de Janeiro que eu passei a amar; não aquele de morros e favelas, violência e traficantes - lá eu encontrei meu segundo lar.

E quem diria, alguém que dizia 'odiar' esse lugar, hoje sentir tanta falta. Sinto sim, das minhas amigas mais que queridas, mais que especiais. Eu hoje só queria agradecer muito a elas, que me fizeram descobrir um eu que não sabia que existia. E lá, eram muitos 'eus': Youko, Yokito, Japinha, Japaiana, Florzinha, Filhinha, Filhotinha... fui muito amada, eu amo vocês.

Encerro este post com o depoimento que recebi e com o vídeo que eu fiz há um tempo para essas pessoas tão especiais - Sinto muita saudade de vocês!

O depoimento da Lívia (mãezinha):
- Saudades de você, filha. Hoje deu mais que nunca. Hoje entrei na copa (acredite em mim, tem sido raríssimo) e vi aquele monte de fotos nossas e seus bilhetes, todos continuam pendurados. Um mais carinhoso que o outro. Senti falta dos copos de nescau, dos bolinhos da central, do pacote de biscoito a 3 reais. Mais que falta das comidas, senti falta das razões que me levavam à copa. Eram três, nenhuma mais está lá. A copa está tão vazia quanto as gavetas ficavam no fim do mês. Tão vazia quanto o restante do andar. A única coisa que enche um pouquinho a copa são as mensagens que leio e releio, e que me emocionam como se fossem a primeira vez lidas. "O que é já foi, e o que há de ser também já foi", "Aonde quer que eu vá, levarei vocês no meu olhar", e por aí vai. As únicas cores que colorem a copa são as das fotos de festas de aniversário com os balões intermináveis brancos e vermelhos. Na verdade sentaram na copa comigo duas companheiras. A saudade e as memórias. Elas vão ficar lá também. Beijão


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domingo, março 01, 2009


Verdades

O que você queria ler hoje? Depois do meu coração expor tudo que estou sentindo, acho que não tenho muito a falar. Andei relendo alguns posts antigos, alguns comentários e percebi que eles acertaram em cheio. É, não há como fugir, negar, trapacear - a verdade sempre surge em cena. Mas nesse momento eu não me importo; esse fim-de-semana foi um daqueles que não te deixam dormir, a fome não vem e o coração fica apertado. Lembranças mil, saudade, desespero. Não há nada a se fazer, nada mesmo. E a situação que me encontro é essa: dizendo as verdades.


Quem sabe assim, dizendo tudo de uma vez, eu consiga voltar a sorrir, hein?! Mas, sei lá, parece que tudo vai cair novamente. Que todos aqueles muros que ergui pra esconder a minha dor, vai ceder. Que tudo que passei não foi suficiente pra me fazer parar, ou ao menos ser mais cautelosa. Falo de sentimentos, não de ação. E umas das coisas que eu reli e que travei na hora foi que isso ia acontecer. Fui alertada, jurei de pés juntos que não iria me deixar amolecer, mas não - cedi ao coração. Sabe, é muito triste vir aqui e ter que esconder o que eu sinto, então, vamos jogar as cartas na mesa pra eu poder ser um tiquinho mais feliz, né não?!


Não fiz nada. Eu só percebi que alguns sentimentos ainda existem e que não há esperança. E eu estou cansando de viver essa mesma história repetidas vezes, sem final feliz nunca. O sentimento existe, existe duas pessoas que estão separadas por proibições e convenções, mas não há NADA que se possa fazer. Eu não faço mais nada, acho que já aprendi com tudo que houve. E depois, o que tiver que ser, será - não importa tempo, distância e blá.


Tive um pesadelo terrível essa noite. Diz a Tay, que pode ter sido uma regressão a uma vida passada; isso explicaria muita coisa do que me aconteceu. Bem, não posso dizer muito porque não sei nada sobre isso. Sei que acordei aos pulos, chorando, aflita, foi muito real.


O comentário:

"Eu sei que irá cometer os mesmos erros novamente, já tive essa idade! Por isso eu desisti. É muito fácil seguir ordens quando elas te convem, o dificil será se afastar da origem de tudo, vc irá lutar, mas nao irá conseguir, por que no coração a gente não manda. Por isso eu digo o tempo irá amenizar tudo, nao vai curar, mas vai te ensinar a viver com o que você tem aí dentro e vai te dar maturidade pra compreender que nem tudo vale a pena nessa vida."


Nota: Você tinha razão, eu não consegui.
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sexta-feira, fevereiro 27, 2009


A carta

À minha dona,

Você sorri tão pouco, não chora há tanto tempo. Onde estão seus sentimentos? A sensação de paz que você me fez sentir já se foi, e agora? Vai continuar mentindo pra si mesma desse jeito? Olha, acontece que sinceramente, eu já estou cansado de sofrer desse jeito. Pra que continuar remoendo se você sabe que somente o tempo, ou algum milagre, poderá dar jeito nos seus problemas; talvez um dia você esqueça tudo isso e não me faça sofrer tanto. Não é justo comigo, nem com você.

Os dias passam e sinto que você está ficando pra trás. Embora faça correntes de pensamentos positivo, você não pode me enganar. Eu sou o seu eu, eu sei tudo que você sente, não tente me enrolar com essa conversa de que você está hiper bem e que o céu ta cor-de-rosa. Não está. E pare com esse medo besta de que as pessoas te rotulem, você é o que é, tá sofrendo sim, não esconda isso, escancare... quem sabe você encontre apoio onde menos esperou.

E quanto as suas longas caminhadas de reflexão, você só me deixa mais confuso com tudo isso. Nossa, como você é complexa! Uma hora é tão durona, tão resistente, outra tem crises absurdas de saudade que me deixam louco! O que eu faço com você? Nem eu estou te aguentando mais, se continuar assim, vou pedir as contas e deixá-la. Me diz, o que você sente?

É, eu sei. As esperanças estão indo pro ralo, você está tão cansada quanto eu. Talvez aquela linha de limite já tenha sido cruzada há muito tempo atrás. Hora de jogar a toalha, não?! Eu te entendo. Apesar de achar que você ainda é aquela menina-tonta-apaixonada, eu vi o quanto você cresceu naquela fase tão difícil. Sei do quanto você abriu mão e fez tanta gente sofrer. Sei que sente-se culpada até hoje, mas não sinta. Você escolheu o que te indiquei, a culpa é minha.

Ah, mas eu não me arrependo não viu?! Cansei de ver você lamentando por tudo que deixou de fazer por medo e por formalidades. Cansei de ver você imaginando como poderia ter sido. Ao menos você tentou, e foi até onde deu. Eu preciso te dar um descanso né? Fazer você parar um pouco e cuidar de nós. Deixar todo esse sentimento que mora em mim, adormecer. Eu prometo tentar.

Mas quero te dizer, que quero te ver bem, muito bem. E não sei onde esse 'bem' atinge. Se for preciso, a gente luta tudo de novo, só pra ver você feliz. Eu sei o que tudo isso significa pra ti, sei tudinho. A tua dor, é minha dor. Fique bem, acredite um pouco mais, no fim, estaremos em paz; eu e você. Nós conseguiremos - juntos.

Te mando saudações calorosas, do seu Coração.

"O meu ponto de equilíbrio é bem no meio da corda bamba da vida,
entre a sabedoria de viver e a loucura de amar."
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Quem sou eu

Minha foto
2.0 de histórias inacreditáveis. Biomédica em formação. Jornalista e escritora na alma. Cozinheira de meias mãos, mas de boca cheia, rs. Cheias de manias e porquês. Ilimitada, intensa, oito ou oitenta. Coração, manteiga derretida, dúvida cruel. Sonhadora, esperançosa, alguém que olha pro céu e sente paz, alguém que escreve pra desabafar,alguém que dança pra relaxar, alguém que ama para viver. O que mais? mistério e música.