sexta-feira, fevereiro 27, 2009


A carta

À minha dona,

Você sorri tão pouco, não chora há tanto tempo. Onde estão seus sentimentos? A sensação de paz que você me fez sentir já se foi, e agora? Vai continuar mentindo pra si mesma desse jeito? Olha, acontece que sinceramente, eu já estou cansado de sofrer desse jeito. Pra que continuar remoendo se você sabe que somente o tempo, ou algum milagre, poderá dar jeito nos seus problemas; talvez um dia você esqueça tudo isso e não me faça sofrer tanto. Não é justo comigo, nem com você.

Os dias passam e sinto que você está ficando pra trás. Embora faça correntes de pensamentos positivo, você não pode me enganar. Eu sou o seu eu, eu sei tudo que você sente, não tente me enrolar com essa conversa de que você está hiper bem e que o céu ta cor-de-rosa. Não está. E pare com esse medo besta de que as pessoas te rotulem, você é o que é, tá sofrendo sim, não esconda isso, escancare... quem sabe você encontre apoio onde menos esperou.

E quanto as suas longas caminhadas de reflexão, você só me deixa mais confuso com tudo isso. Nossa, como você é complexa! Uma hora é tão durona, tão resistente, outra tem crises absurdas de saudade que me deixam louco! O que eu faço com você? Nem eu estou te aguentando mais, se continuar assim, vou pedir as contas e deixá-la. Me diz, o que você sente?

É, eu sei. As esperanças estão indo pro ralo, você está tão cansada quanto eu. Talvez aquela linha de limite já tenha sido cruzada há muito tempo atrás. Hora de jogar a toalha, não?! Eu te entendo. Apesar de achar que você ainda é aquela menina-tonta-apaixonada, eu vi o quanto você cresceu naquela fase tão difícil. Sei do quanto você abriu mão e fez tanta gente sofrer. Sei que sente-se culpada até hoje, mas não sinta. Você escolheu o que te indiquei, a culpa é minha.

Ah, mas eu não me arrependo não viu?! Cansei de ver você lamentando por tudo que deixou de fazer por medo e por formalidades. Cansei de ver você imaginando como poderia ter sido. Ao menos você tentou, e foi até onde deu. Eu preciso te dar um descanso né? Fazer você parar um pouco e cuidar de nós. Deixar todo esse sentimento que mora em mim, adormecer. Eu prometo tentar.

Mas quero te dizer, que quero te ver bem, muito bem. E não sei onde esse 'bem' atinge. Se for preciso, a gente luta tudo de novo, só pra ver você feliz. Eu sei o que tudo isso significa pra ti, sei tudinho. A tua dor, é minha dor. Fique bem, acredite um pouco mais, no fim, estaremos em paz; eu e você. Nós conseguiremos - juntos.

Te mando saudações calorosas, do seu Coração.

"O meu ponto de equilíbrio é bem no meio da corda bamba da vida,
entre a sabedoria de viver e a loucura de amar."
1 Comentários

1 comentários:

Helena N. disse...

Onwwww que fofo que é seu blog! Tudo tão íntimo e pessoal... Gostei!

Li recentemente A menina que roubava livros e me acabei de chorar no fim...

Abraços.

Quem sou eu

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2.0 de histórias inacreditáveis. Biomédica em formação. Jornalista e escritora na alma. Cozinheira de meias mãos, mas de boca cheia, rs. Cheias de manias e porquês. Ilimitada, intensa, oito ou oitenta. Coração, manteiga derretida, dúvida cruel. Sonhadora, esperançosa, alguém que olha pro céu e sente paz, alguém que escreve pra desabafar,alguém que dança pra relaxar, alguém que ama para viver. O que mais? mistério e música.