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sexta-feira, junho 12, 2009


D'a aventura que me permiti

Terça-feira, 9 de Junho.

O dia tinha tudo pra dar errado, eu acordei mal, uma tontura, uma dor de cabeça, um stress em casa, uma situação chata. Tinha realmente pensado em ficar em casa com minha mãe e ligar pra escola dizendo que não iria por não estar me sentindo bem, era verdade, mas eu não fiz isso. Saí de casa atrasada, cheguei afobada, os alunos em classe já e era uma tarde como todas as outras, as mesmas aulas de sempre. Quando cheguei a Viviane disse que queria me mostrar uma coisa e ela me mostrou, estava a escolher seu vestido de casamento, olhando alguns sites, começando a organizar tudo para o grande dia. Conversa vai, conversa vem, ela diz que no próximo horário ela não tem aula e que está pensando em ir ver uma loja de noivas. Eis que surge o convite:

V: - Ah, se você pudesse sair, você iria lá comigo.
Eu: - É...
V: O que você vai ficar fazendo?
Eu: - Assistindo alguma aula chata
V: - Então, vamos comigo, tem coragem de ir lá?
Eu: - Vamo oras.
V: Só arranjar um capacete e a gente vai.
Eu: (risos) Tá.

E lá fomos nós, eu saindo escondida da escola em pleno horário de serviço pra ir numa loja de noivas e de moto!!! Que minha mãe não leia meu blog, porque senão estou frita! Ela tem pavor de moto, essas coisas.. imagina! Arranjamos o capacete com um outro professor e fomos em direção a loja. Que sensação emocionante, posso dizer que realmente eu estava precisando sentir essa emoção, essa aventura, e era tudo tão lindo lá! Os vestidos, a sala de espelhos, as tiaras, véus e muitas coisas que fazem de nós as noivas mais lindas do mundo!

Ela experimentou alguns vestidos e ficou linda, linda! É tão bom isso, de ver a felicidade nos olhos de outra pessoa, sabe? Foi bom compartilhar desse momento com ela, e me senti bem, fez mais bem a mim que a ela, porque estreitou nossa relação, não que agora sejamos "bestfriends" mas você sente que há mais liberdade e afinidade. Gostei disso.

Voltamos, porque só tinhamos uma hora e meia até a próxima aula, mas a vontade era de ficar naquele lugar lindo!! Quando chegamos, minha grande "sorte" nos agraciou... o chefinho estava na recepção! Tratei de fazer a cara de paisagem e subir direto sem olhar pra ninguém... Ufa, ele nem reparou, rsrs...

Depois dessa "aventura", depois de sentir aquele vento frio tão bom no rosto, eu estava novinha em folha. E as minhas dores já não eram tão importantes, o que realmente passou a importar naquele instante pra mim, era o momento agora... Percebi que nossa vida é feita de escolhas, cabe somente a nós permitir ou não ser dilacerada pelo medo, ou invadida pela felicidade; cúmplice do amor, ou refém da solidão.. Precisamos nos permitir uma aventura, um instante de liberdade, um segundo de felicidade, sem olhar pro que nos prende...

Permita-se, permita-se!
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segunda-feira, junho 08, 2009


Sobre Cheiros e Sentimentos

Quem escreve, assim como quem ama, sente saudade. E pelo cheiro, somos levados a lembranças, aos momentos em que olhos brilham, o coração derrama sorrisos e a gente sente paz. Hoje é um desses dias, pelo menos para mim. Embora a saudade, dos velhos tempos, dos velhos sorrisos e histórias contadas ao pé do ouvido seja constante, foi pelo cheiro que resgatei os minímos detalhes. E se agora sorrio, se agora os olhos brilham, se o coração novamente se enche de esperança, é porque naquela essência encontrei o meu lugar.
Sobre o que digo, sobre o que sinto, é esse cheiro bom, que mistura cítrico, chuva e sorrisos. É aquele embalo, aquele abraço resgatado com um leve toque de pimenta preta, cardamomo e coriandro; aqueles olhos intensos como âmbar revelam o ser amado e a doçura presente da baunilha que nos envolve. É o misto de encontro, despedida e revê-lo em breve. É o amor em cheiro, aquele seu que meus sentidos decorou.
E no instante que descrevo, agarro-me a essa percepção, a cada detalhe seu que ficou gravado num perfume que para mim, virou sinônimo de você.
*O texto não se remete a mim, é algo em uma realidade alternativa, rs.
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segunda-feira, abril 06, 2009


Chuva e Sonhos

Hoje a chuva caiu na hora que eu acordei, encarei como um bom sinal, afinal na hora que eu saí a chuva parou. Dizem que chuva é sinal de felicidade e assim eu espero, essa tal felicidade. Hoje me concentrei em coisas boas, em sonhos brevemente alcançados. Onde eu vou deixar de carregar todo esse peso que tenho, e vou poder voltar a respirar.

Eu tive um sonho essa noite e esse sonho regou a minha tarde de sorrisos, mesmo sendo uma tarde chata de cadastros. Tudo que eu faço, me faz parar pra pensar como será o breve espaço do vir-a-ser. Uma constatação: eu sinto a maior saudade do mundo.

Na volta pra casa, com o vento em meu rosto, descendo aquelas mesmas ladeiras, olhando o horizonte, que nada mais é que o campo, meu coração que anda tão aflito se encheu de paz. Veio a certeza de que o que não estou errada, de que eu posso sim me permitir sonhar com algo proibido para alguns, ou para mim mesma.

Pois é, nessa minha fantástica corda-bamba, todo dia eclode uma explosão de sentimentos. Como consigo ter vontade de desistir e de lutar ao mesmo tempo? Como pode doer tanto e ao mesmo tempo amenizar todas as feridas? Como eu posso querer tantas coisas sem razão e sem sentido agora e no outro instante tudo se mostrar perfeitamente cabível a minha realidade? - ó céus, eu não compreendo mais nada mesmo.

É muito bom poder dizer assim, de uma forma meio oculta, ou troncha (vamos considerar assim) tudo que eu sinto. Esse blog tá voltando a ter muito mais de mim do que antes. E perdoe-me se você não entender nada, às vezes nem eu mesma entendo. Me perco em meus pensamentos e constato que sou mais sonhadora que humana. E isso é bom?!

Amanhã o dia pra mim vai ser longo, além de estar preparando minha última aula (prova final do estágio), amanhã tô indo pra Campinas fazer uma prova e eu espero que eu me saia bem. Torçam por mim, tô muito confiante que dessa vez meus sonhos estão a dois passos da realização. Tudo depende de mim e de meu esforço. Eu chego lá, uhuuu!

Vou indo, pois meus livros de web me esperam, tenho que dar conta do recado.

Música de hoje:
James Morrison - Please don't stop the rain

" Você vê, a vida é uma coisa louca;
terá tempos bons, e terá tempos ruins
e todas as coisas entre eles.
E eu não sei, de que jeito isso vai ir.
Se isto for um dia de chuva,
não há nada que possamos fazer para mudar.
Nós podemos pedir por dias ensolarados
mas que não vá parar a chuva.
Nós podemos fazer isso durar pra sempre;
Então por favor, não pare a chuva."
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sexta-feira, fevereiro 20, 2009


Eu tenho orgulho de ser Baiana!

Como alguns sabem, eu sou Soteropolitana (nascida em Salvador-Bahia). Há quase três anos eu saí de lá em viagem de férias e nunca mais voltei. É evidente meu amor roxo pela minha cidade, o lugar mais lindo que eu já vi (posso falar, esse é o terceiro estado do Brasil que moro, rs) e o quanto sinto saudades de lá. Convenhamos que a cidade não é perfeita, mas é um bom lugar pra se viver.

E nessa época do ano, os holofotes se viram para minha cidade devido o Carnaval mais alegre que existe. Verdade, não há quem não se contagie com a alegria dos baianos, com a receptividade que só eles tem, e com todo aquele calor humano. Eu, pessoalmente não sou chegada em carnavais, mas arriscaria 'pular na avenida' se estivesse lá. É muita emoção...

Quando criança, minha mãe nos levou uma vez, para ver a Carla Perez (visto que a pessoa aqui adorava, e sabia as coreografias do bumbum, do japão e num-sei-mais-o-quê, e ainda tinha os tamanquinhos). Era uma agitação só, um vuco-vuco, mas a emoção de ver a Carla Perez fez meus olhinhos brilhar (tá, eu tinha uns 7 anos).

Não fui mais em nenhum carnaval. Porque não gostava mais. Porque a cidade enchia demais. Porque eu não tinha idade para pular carnavais (você se pergunta: com 7 anos pode, né?!). Enfim, quando falam de carnaval a única coisa que me vem em mente é minha amada cidade.

É muita saudade pra uma pessoa só, são muitas lembranças. Das idas à Baixa do Bonfim, da primeira vez que matei aula.. eu estudava à tarde e umas amigas me convenceram a ir até o Humaitá (foto do meio da montagem), ficamos apreciando aquele paraíso, sentindo aquele vento no rosto..

Das idas ao banco com minha mãe, ele fica no Pelourinho. Descíamos no centro da cidade, subíamos de Plano Inclinado, ou de Elevador Lacerda até a Cidade Alta apreciando a vista lá de cima, a Baía de Todos os Santos a nos envolver. Uma paz, uma paz... saudades.

Ah, como sinto falta da minha cidade. De tudo que eu vivi lá. Meus melhores anos. Meus melhores dias. Meus melhores amigos. Algo que eu nunca vou conseguir superar. Essa falta sempre vai habitar dentro de mim. Os meus olhos enchem de lágrimas, a pele arrepia só de ver a minha cidade aparecendo na tevê - eu não estou lá, que pena!

Mas, eu entendo. Entendo que se não tivesse saído de lá, minha vida não teria mudado tanto; eu não teria mudado tanto. Eu não teria conhecido pessoas maravilhosas. Não tinha vivido muitas outras coisas que vivi no Rio, e agora aqui em São Paulo. Eu entendo, mas sinto saudade.

Eu quero meu paraíso de volta! Eu sei que as chances de voltar a Salvador são de uma em um milhão (devido ao que aconteceu, né?!), mas ainda tenho esperanças de que um dia eu possa voltar a residir lá (não nas mesmas circunstâncias, isso foi pro beleleu..). Enfim, esse meu post enorme tem uma única finalidade; dizer que: Eu tenho muito orgulho de ser nordestina, eu tenho mais orgulho ainda de ser baiana!

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Quem sou eu

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2.0 de histórias inacreditáveis. Biomédica em formação. Jornalista e escritora na alma. Cozinheira de meias mãos, mas de boca cheia, rs. Cheias de manias e porquês. Ilimitada, intensa, oito ou oitenta. Coração, manteiga derretida, dúvida cruel. Sonhadora, esperançosa, alguém que olha pro céu e sente paz, alguém que escreve pra desabafar,alguém que dança pra relaxar, alguém que ama para viver. O que mais? mistério e música.