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segunda-feira, fevereiro 23, 2009


Acontecimentos

Como dizia Juvenal Antena: "Opa, opa, opa, muita calma nessa hora" - você não entrou no blog errado! Este é sim, meu caro, o Corda-Bamba. É que no meu carnaval eu não tinha nadica de nada pra fazer, o que resultou neste layout muito lindo que estou apaixonadésima. Tenho muitas coisas pra escrever aqui hoje; me acompanhe...

Vamos dizer que um nuvem de inconformismo e dor baixou sobre mim neste carnaval. As velhas feridas resolveram atacar minha pessoa, o que me fez ficar tristonha. E as madrugadas ficaram poucas pra minha insônia, o que me deixou de mau-humor. Resolvi então, enterrar a cabeça em web, tentar fazer alguma coisa legal - o que eu queria fazer não consegui, mas tá perto!

Isso até ontem. Hoje fomos na chácara da amiga de minha mãe. Fiquei lá tostando no sol, nadando/mergulhando na piscina. Foi um ótimo dia. Naquele momento em que estava na água, eu não estava mais em mim. Eu era a água, eu era o céu azul, eu era as nuvens, eu era o sol que radiava todo seu calor. Eu só ouvia minha respiração e as batidas do meu coração. Eu quis chorar.

Quis chorar lágrimas que não desceram, lágrimas presas no meu coração por um sentimento que existe em mim e que eu não sei se queria que existisse, ou melhor que persistisse tanto assim. Não sei o que dizer, nem se quero dizer. Eu tô esperando por algum milagre, ou coisa assim. Algo que possa mudar de vez essa situação que ainda perturba minha vida. Não existe fim pra algo que nunca acabou.. (? han ?)

Para os bons entendedores, digo-lhes que nada mudou. A situação ainda é a mesma. Mas meu coração está inquieto e saculejando meus pensamentos. Eu não agi, eu só estou sentindo aquilo voltar novamente. Eu quero?! Não sei...

Mas mudando de coração, pra estômago, tô indo comer. Detalhe muito importante do meu dia: eu fiquei vermelha que nem camarão só do pescoço pra baixo e só na frente.. nas costas tô branquela ainda! Eu não mereço taaanto...

Apesar de... eu tô feliz!
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sexta-feira, fevereiro 20, 2009


Eu tenho orgulho de ser Baiana!

Como alguns sabem, eu sou Soteropolitana (nascida em Salvador-Bahia). Há quase três anos eu saí de lá em viagem de férias e nunca mais voltei. É evidente meu amor roxo pela minha cidade, o lugar mais lindo que eu já vi (posso falar, esse é o terceiro estado do Brasil que moro, rs) e o quanto sinto saudades de lá. Convenhamos que a cidade não é perfeita, mas é um bom lugar pra se viver.

E nessa época do ano, os holofotes se viram para minha cidade devido o Carnaval mais alegre que existe. Verdade, não há quem não se contagie com a alegria dos baianos, com a receptividade que só eles tem, e com todo aquele calor humano. Eu, pessoalmente não sou chegada em carnavais, mas arriscaria 'pular na avenida' se estivesse lá. É muita emoção...

Quando criança, minha mãe nos levou uma vez, para ver a Carla Perez (visto que a pessoa aqui adorava, e sabia as coreografias do bumbum, do japão e num-sei-mais-o-quê, e ainda tinha os tamanquinhos). Era uma agitação só, um vuco-vuco, mas a emoção de ver a Carla Perez fez meus olhinhos brilhar (tá, eu tinha uns 7 anos).

Não fui mais em nenhum carnaval. Porque não gostava mais. Porque a cidade enchia demais. Porque eu não tinha idade para pular carnavais (você se pergunta: com 7 anos pode, né?!). Enfim, quando falam de carnaval a única coisa que me vem em mente é minha amada cidade.

É muita saudade pra uma pessoa só, são muitas lembranças. Das idas à Baixa do Bonfim, da primeira vez que matei aula.. eu estudava à tarde e umas amigas me convenceram a ir até o Humaitá (foto do meio da montagem), ficamos apreciando aquele paraíso, sentindo aquele vento no rosto..

Das idas ao banco com minha mãe, ele fica no Pelourinho. Descíamos no centro da cidade, subíamos de Plano Inclinado, ou de Elevador Lacerda até a Cidade Alta apreciando a vista lá de cima, a Baía de Todos os Santos a nos envolver. Uma paz, uma paz... saudades.

Ah, como sinto falta da minha cidade. De tudo que eu vivi lá. Meus melhores anos. Meus melhores dias. Meus melhores amigos. Algo que eu nunca vou conseguir superar. Essa falta sempre vai habitar dentro de mim. Os meus olhos enchem de lágrimas, a pele arrepia só de ver a minha cidade aparecendo na tevê - eu não estou lá, que pena!

Mas, eu entendo. Entendo que se não tivesse saído de lá, minha vida não teria mudado tanto; eu não teria mudado tanto. Eu não teria conhecido pessoas maravilhosas. Não tinha vivido muitas outras coisas que vivi no Rio, e agora aqui em São Paulo. Eu entendo, mas sinto saudade.

Eu quero meu paraíso de volta! Eu sei que as chances de voltar a Salvador são de uma em um milhão (devido ao que aconteceu, né?!), mas ainda tenho esperanças de que um dia eu possa voltar a residir lá (não nas mesmas circunstâncias, isso foi pro beleleu..). Enfim, esse meu post enorme tem uma única finalidade; dizer que: Eu tenho muito orgulho de ser nordestina, eu tenho mais orgulho ainda de ser baiana!

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Quem sou eu

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2.0 de histórias inacreditáveis. Biomédica em formação. Jornalista e escritora na alma. Cozinheira de meias mãos, mas de boca cheia, rs. Cheias de manias e porquês. Ilimitada, intensa, oito ou oitenta. Coração, manteiga derretida, dúvida cruel. Sonhadora, esperançosa, alguém que olha pro céu e sente paz, alguém que escreve pra desabafar,alguém que dança pra relaxar, alguém que ama para viver. O que mais? mistério e música.