quarta-feira, junho 17, 2009


Ah...

Um início de madrugada pra chamar de meu, uma gripe horrenda, um frio neste sudeste de meu Deus, meias alegrias, verdades completas, uma perda que fará falta, o medo de sempre, uma canção de amor, a velha saudade, a traiçoeira distância, a contagem do tempo, a face entretida em pó-de-arroz, jejum, coleta de sangue, nervosismo, solidão.

Como se tudo isso pudesse traduzir, como se minhas lágrimas não quisessem rolar, como se eu não sentisse falta daquele abraço. O corpo dói, a cabeça pesa, a mente reflete. Não há mais segredos, pelo menos não quando os olhos de âmbar estão diante dos meus. Nessas horas viro vidente e calculo precisamente seus pensamentos, suas ações e reconheço cada expressão;

Ah, o tempo.

Poderia eu dizer "se eu soubesse..." ? Não, nada mudaria. Ainda sim, estaria escrevendo essas mesmas palavras com o coração na mão, temendo o Sr. desconhecido, as ações inesperadas, os destinos que se cruzam e que podem me levar ainda mais longe... É, como se ecoasse aqueles acordes, e tocasse num ritmo exclusivo, aquele em que o corpo se rende e esquece de tudo.

Amanhã é um outro dia, dos tantos. E talvez eu volte, torcendo pra mudar de vez essa mesma história de sempre e tanto. Tudo conforme a nossa música, a canção que eu escrevi pra você, meu eu.

"Só você prá dar
A minha vida direção
O tom, a cor
Me fez voltar a ver a luz.."
Um dia, um adeus - Vanessa da Mata
5 Comentários

5 comentários:

Anônimo disse...

Que lindo isso hein?
Fique bem menina!
beijo

Faxina

Ana Luísa disse...

Ixi, nem me fale do frio do sudeste.
E gripe é um saco mesmo.
Agora, é ruim mesmo quando a cabeça tá pesada.. Em todos os sentidos né
=/
Melhoras ai, querida!

Anônimo disse...

Deixe o tempo agir!

*Lusinha* disse...

Tão poético o texto...
Bjitos!

disse...

Gosto tanto dos teus post's subentendidos, tuas confissões entrelinhas... Muito bonito. E, devo confessar, inspirei a Raquel e a Emília um tiquinho na tua história. Bjs

Quem sou eu

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2.0 de histórias inacreditáveis. Biomédica em formação. Jornalista e escritora na alma. Cozinheira de meias mãos, mas de boca cheia, rs. Cheias de manias e porquês. Ilimitada, intensa, oito ou oitenta. Coração, manteiga derretida, dúvida cruel. Sonhadora, esperançosa, alguém que olha pro céu e sente paz, alguém que escreve pra desabafar,alguém que dança pra relaxar, alguém que ama para viver. O que mais? mistério e música.