"Eu não quero ser
Nada além do que tenho tentado ser ultimamente
Tudo o que tenho que fazer
É pensar em mim e terei paz de espírito"
Vontade que vem não sei de onde, não sei porquê; Vontade de estar junto ao passo de estar separado; Vontade de correr, pular, dançar, sorrir sem a mínima obrigação; Vontade de comer brigadeiro de panela, sorvete no pote e purê de batata; Vontade de deitar no chão, na grama, no meio da rua e somente apreciar o céu; Vontade de esquecer, de lembrar as demais coisas dessa vida; Vontade de um singular qualquer que caiba no verso.
Ah, vontade de mergulhar, literalmente, em qualquer coisa, em qualquer lugar; Vontade de mar, de céu, de nuvens se desfazendo; Vontade de te ver, rever, conhecer, por quê? Vontade de tantos alguéns que não é possível registrar; Vontade de amizade, de amor, de conforto, segurança; Vontade de esperança.
Vontade de música, de criança, de ciranda; Vontade de pique-esconde, de queimado, de um-futebol-mal-jogado; Vontade de cartas, de declarações, de bilhetes, de desenhos coloridos; Vontade de livros, de diários, agendas e blogs.
Ah, quanta vontade, que não cabe, que não existe, que na verdade persiste em me fazer sentir tanta saudade. Enfim, vontade - daquelas loucas e avassaladoras - de dizer o quanto sinto vontade/saudade de mim.
P.S.: O post passado foi um equívoco! Mas devo-lhes apresentar o blog de Laila - Confissões e Pensamentos. O primeiro post do blog dela é meu. Recomendadissímo!
"Estou cansado de olhar nos quartos em volta
Imaginando o que eu tenho que fazer
Ou quem eu devo ser
Eu não quero ser nada além de mim."
(Gavin Degraw - I Don't Wanna Be)




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