sexta-feira, dezembro 19, 2008


Sobre Muitas Coisas

Ela olha no espelho e vê que o tempo tratou de amenizar a dor causada por aquela ferida. Em alguns momentos chora em silêncio e espera que as coisas não se tornem piores. Está se adaptando a uma realidade alternativa, onde tudo ainda é desconhecido. Mudou alguns conceitos sobre si mesma e passou a admirar muitas coisas e/ou pessoas que ela nem notava antes. Parece que seu mundo resolveu girar de tal forma que ficou sozinha por um instante que demorou tempo demais. Hoje, ela está bem melhor e encontra forças em amigos declarados (ou não); e os cacos vão se juntando aos poucos; é como Drummond disse: "A dor é inevitável, o sofrimento é opcional" - Decidiu não mais sofrer.

Percebeu também que agora é bem mais difícil expressar seus sentimentos, até mesmo escrevendo. As palavras não lhe faltam na verdade, elas apenas não fazem o menor sentido e isso tira seu sono. Quando escreve não existe ali um texto e sim, um amontoado de pensamentos doidos que não deseja compartilhar com ninguém. No seu caderno-refúgio, as frases soltas dizem absolutamente tudo que ela não quer sentir, nem revelar. Aos poucos os pensamentos se organizam e ela resolve publicar neste mero blog, sem medo de ser censurada pelos seus devaneios.

Ansiosa com o ano que já está batendo à porta, preparando aquele velho balanço do ano que está indo embora e pedindo a Deus um emprego! Não esquecendo de dizer que ela quase mata sua pobre 'hóspede' de tanta cânfora que passa nesse ombro! E que está adorando ter com quem relembrar as estripulias de infância. Tanto tempo sem se ver, é tanto assunto, que as horas passam e o papo se estende até as seis da manhã. - [outra dose hoje?!]

Encerrando o post, resolve concluir com um trecho do Drummond, que é oriunda da frase citada lá no início. E evidenciando um último pensamento: O segredo está no ângulo que você vê as coisas, certo?!

"Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas. (...)"
3 Comentários

3 comentários:

Anônimo disse...

oi...
adorei ser sitada....huaishuais
alem d ter feitos varias descobertas..como a do caderno...huais
ah.....e a historia da hospede e a pura verdada!!!huaishuais
e hoje tem mais so que com um pequeno detalhe e ate 7horas kkkk
bjaoo tow adorando esta aqui quando eu for embora vai ter mais so que pela net...
bjaooo

Anônimo disse...

Lindas palvras florzinha...
beeeijo e um bom fim de semana..
outrobeijo....

Anônimo disse...

Rellouuu, Sandy..

Tens razão, não é que as coisas mudam, não é nos que estamos errados, é questão de vc se adaptar a essa nova realidade, e logo vai se acostumar e nem vai mais sentir a diferença, não é vc que mudou, é teu foco que foi desviado..

Bjo, Lula Molusca...

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2.0 de histórias inacreditáveis. Biomédica em formação. Jornalista e escritora na alma. Cozinheira de meias mãos, mas de boca cheia, rs. Cheias de manias e porquês. Ilimitada, intensa, oito ou oitenta. Coração, manteiga derretida, dúvida cruel. Sonhadora, esperançosa, alguém que olha pro céu e sente paz, alguém que escreve pra desabafar,alguém que dança pra relaxar, alguém que ama para viver. O que mais? mistério e música.